com tamanho, peso e medida

há sempre perguntas às quais não tenho respostas, há sempre sentimentos que não consigo descrever, há sempre pessoas inexplicavelmente maravilhosas que não sei às vezes que tenho. há então sempre um q.b. na receita da vida que são estas coisas que fazem com que algo brilhe em mim, com que haja uma busca constante de respostas, de palavras e de atitudes.
sinto-me egoísta em não ver mais, em não ter mais tempo para parar e escutar, observar e apenas respirar, sentir. pois é esse o motivo de ser, é sentir.
quando tenho um escasso tempo em que me digno a fechar os olhos e sentir a minha pulsação, ouvir o meu ritmo de respiração, eu consigo ver tanto em mim.
do que a minha vida me dá, do que ela tem e do que eu própria tenho. está aí a essência  da força escondida que se encontra em mim, que eu não reconheço ter mas que nunca me falhou nos momentos em que todo o céu se encontrava cinzento e o mundo abalado.
ainda sou muitas vezes vitima do meu próprio massacre, de um exagero completo dos problemas, de achar logo que a Terra muda o sentido de rotação quando alguma coisa está menos bem.
começa tudo por mim e sou eu quem tem que ser capaz de me escutar, escutar com o coração pois há muito mais que um momento de aperto. há toda uma vida que pode emendar isso, há um tempo para cada coisa.
tantas coisas que vêm primeiro que uma luta contra o mal da vida, principalmente o meu amor-próprio que quase nunca o senti na pele neste par de anos, esse que eu nem lhe sei o sabor é o objetivo a atingir, não só por mim, por qualquer pessoa que não seja capaz de o sentir.
o gostarmos de nós é o primeiro passo para alguém gostar de nós num todo, pois saberemos melhor que ninguém o alento que temos, o brilho que possuímos.
primeiro eu, primeiro o meu bem estar, primeiro o gostar de mim, primeiro o conhecer-me.
por acréscimo vêm as pessoas que gostam de nós também, aquelas que gostam na maior parte do tempo e nos dão alento, os amigos de sangue, depois aparece um alguém que gosta de nós do mesmo jeito que nós próprios, com quem se partilha o gostar, em que gostamos tanto de nós como desse alguém, aí está o amor das nossas vidas, aí não há primeiro, aí são dois no pódio.
a forma mais certa de ter cor, de ter alegria é levar tudo ao seu jeito, tudo na medida certa a todos os dias, levar alento à alma e senti-lo, pois sentir é viver.

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