o vento devagar devolve tudo, felizmente

é de dias assim que eu gosto, de dias em que me deito e sinto que foi cheio, que mais um bocadinho de mim se arranjou, que mais uma pedra se desfez.
lembro-me do quão loucas eramos juntas, do quão fora de nós conseguíamos ser, de quantas gargalhadas sinceras soltávamos a cada momento nosso, de cada música que cantávamos.
recordando esse passado e tudo aquilo que aconteceu, comparando com o dia de ontem, não há medida para dizer o quão bem me senti  por nos ver de novo do mesmo lado.
não acredito ainda que estejamos sequer perto do que outrora fomos mas tenho esperança que aos poucos tudo volte, tudo se recomece e ainda melhor.
a falta que me fizeste, as saudades que tenho tuas, o quanto desejei que nada nos tivesse separado.
por muito ingénua que ainda seja eu acreditava que eras daquelas pequenas almas que mesmo depois de as nossas vidas seguirem rumos diferentes eu te ia ter nos meus dias e na minha vida.
outras circunstâncias te tiraram de mim, te afastaram dos meus olhos mas as vezes que me lembrei de ti e do que te queria dizer, essas eu perdi-lhe a conta.
que venham mais copos cheios como ontem, que me saciem esta sede de nós e de tudo o que deixei perder neste ano.
e adoro frisar o facto de te ver exatamente da mesma maneira e de me dares a sensação de seres ainda aquela que eu conheci há uns anos.
estás a tornar-te uma grande mulher e orgulho-me imenso de ter visto isso, só espero ter oportunidade de acompanhar isso daqui em diante.

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