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A mostrar mensagens de Setembro, 2013

a desilusão da própria

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sabem quando se sentem injustiçados pela vida? sabem quando vivem cansados de que as coisas aconteçam umas atrás das outras? é horrível, é um sentimento que nos consome, que nos destrói aos poucos e nos leva a ataques de pânico e de ansiedade. com que direito vivemos se temos sempre que nos sujeitar a erros cometidos no passado, que nos cortam a linha de raciocínio, que levam sempre a melhor?
não temos como escapar das coisas que fizemos, pelo que parece, infelizmente. sentimo-nos num circulo imperfeito em que nada tem forma nem cor e isso é exasperante, vai contra a nossa natureza de fazer planos para o futuro e esperar dele uma coisa boa.
podemos viver um mau bocado e ter uma pequena vitória mas em momento algum estamos livres de nos relembrarmos e sermos assombrados por coisas do passado que foram outrora menos bem feitas. o esforço de tentarmos avançar e sermos melhores fica omitido perante a escuridão que se vai apresentando.
não posso dizer que não tenho quem me ajude mas se nã…

coisas que não se controlam

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não seria normal que não houvessem mudanças da vida, se não saíssemos de nós e nos transformássemos, vivêssemos de maneira diferente, faz parte. tudo faz parte da nossa evolução, da nossa história, eu estou assim, a viver de mudanças.
ora porque o meu percurso vai tomar um novo rumo, ainda que mais difícil é uma nova etapa que espero à imenso tempo. esperamos incondicionalmente crescer e tornarmo-nos mais independentes, mas quando chega a hora sempre nos achamos pequenos e indefesos, nunca outrora saímos do colo dos pais.
ou porque decidimos cortar o cabelo porque as pontas estavam a ficar espigadas e fracas, dá-nos um ar mais leve e mais cuidado, no outono é sempre preciso aliviar o que o cabelo sofre no verão.
às vezes retomamos só antigos hábitos e gostos que estavam omitido pelo stress da vida, como voltar ao blog e escrever para aqueles que nos acompanham, tal como eu fiz e agora quero muda-lo para encarar esta nova fase, colocar um ar novo.
quero evidenciar mudanças ainda que a do …

como gosto de te ter

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espero pela noite para escrever, o silêncio é maior, a harmonia é crescente, eu vou digitando e soletrando aquilo que a minha alma solta. descubro assim as preciosidades que eu guardo e chego às minhas conclusões. não nos apaixonamos de um momento para o outro ou até pode ser mas demoramos a perceber, não é uma coisa instantânea que demos conta, é um progresso lento e não é logo arrebatador. sinto que contigo foi assim, deixei-me ir e deixei-te tomar conta de mim. é assustador ao inicio pensar que nos podemos entregar a alguém que pode partir alguma coisa, que pode amarrotar sentimentos mas o ser humano fá-lo porque precisa disso, precisa de calor dentro do coração, precisa de algo que lhe ajude a bombear o sangue. o amor cresce, o alento também, as ilusões deixam de o ser enquanto o medo se perde pelo caminho. os medos passam a ser outros e tu carrega-los comigo, com toda a força entregamo-nos a uma relação sem saber se será para durar, se valerá a pena.
para durar não tem receita, …

não receies olhar para trás

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amarrei o cabelo, respirei fundo e comecei a escrita. vim matar a saudade. porque me deu saudade? porque sinto que a minha vida está a um passo de mudar, porque muita coisa pode mudar, porque posso até eu mudar.
comecemos pelo básico, vou mudar de casa, vou sair do colo dos meus pais e as responsabilidades vão cair-me nas mãos, vou para um sítio onde conto pelos dedos as pessoas que conheço, vou entrar numa sala e não reconhecer uma única cara.
nestas fases de aperto é quando decidimos olhar para trás, ver o nosso percurso, bem ou mal traçado é o que já está feito e nada pudemos mudar, olhamos com o intuito de averiguar as questões: e se eu tivesse mudado isto? e se eu não tivesse feito aquilo? e se aquela pessoa tivesse ficado?
de que nos servem os arrependimentos sobre coisas passadas? de nada, servem para nos dar um ar pesado, servem para nos arrastar para trás. por isso não devemos tentar emendar nunca o passado, olhamos para ele, revemos os nossos erros para não os repetir mas s…